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quinta-feira, 15 de outubro, 2026
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Jailton Delogo fala, PCD continua tendo dificuldade para utilizar o transporte alternativo na capital

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Jailton Delogo fala, PCD continua tendo dificuldade para utilizar o transporte alternativo na capital

Pessoas com deficiência, continuam enfrentando obstáculos para exercer um direito básico garantido pela Constituição, o direito de ir e vir. Em Porto Velho, usuários com deficiência visual e cadeirantes, relatam dificuldades frequentes ao solicitar transporte por aplicativos, tanto em corridas de carros quanto de motocicletas. O que deveria representar praticidade e mobilidade urbana, tem se transformado em constrangimento e exclusão para pessoas com deficiência na capital. Usuários denunciam uma prática recorrente, motoristas de transporte por aplicativo aceitam corridas, mas cancelam o serviço ao perceberem que o passageiro é uma pessoa com deficiência.

A situação tem causado constrangimento, atrasos e sensação de exclusão social. Embora não represente a totalidade dos profissionais, muitos motoristas demonstram resistência em atender passageiros com deficiência, principalmente cadeirantes, alegando dificuldades para acomodar cadeiras de rodas ou falta de tempo para auxiliar no embarque. Há ainda registros de perguntas invasivas e comentários inadequados, o que aumenta o desconforto dos usuários.

É importante lembrar que a legislação brasileira assegura igualdade de acesso aos serviços de transporte, e proíbe qualquer forma de discriminação contra pessoas com deficiência. Mesmo porque o serviço é ofertado de forma pública e remunerada pelo próprio consumidor.

O tema foi discutido no quadro Momento da Inclusão, exibido no último dia 25/02, na sua tv Rondônia, quando o influenciador e ativista da acessibilidade Jailton Delogo chamou atenção para a responsabilidade social envolvida no atendimento. Durante a participação, Jailton destacou que o motorista exerce uma função essencial no cotidiano urbano e que pequenos gestos fazem grande diferença na vida de quem depende do serviço. Segundo ele, “atender uma pessoa com deficiência não representa favor, mas sim cumprimento de um dever profissional e humano. Não custa conduzir, não custa ajudar. É uma obrigação baseada no respeito e na cidadania,” ressaltou.

O colunista orienta que, diante do cerceamento de direitos, a pessoa com deficiência deve registrar denúncia junto ao Procon, e, se necessário, buscar o Poder Judiciário. Ele também destacou que o Ministério Público, por meio das Promotorias de Justiça, realiza atendimento a cidadãos que tenham sofrido discriminação ou negativa indevida de serviço. A reportagem apurou ainda, que empresas responsáveis pelas plataformas de transporte não podem permitir a recusa baseada na condição física do passageiro. O serviço ofertado à população deve ser prestado com qualidade, urbanidade e respeito, princípios previstos na legislação brasileira de inclusão. Apesar das denúncias, muitos usuários afirmam evitar registrar ocorrências por receio de exposição ou pela dificuldade em reunir provas.

Especialistas alertam que o silêncio contribui para a continuidade do problema. A discussão reforça a necessidade de maior conscientização, capacitação e empatia no atendimento, garantindo que a tecnologia e os serviços de mobilidade realmente promovam inclusão e não novas barreiras.

Enquanto o transporte por aplicativos se consolida como alternativa importante nas cidades, parte da população ainda enfrenta barreiras invisíveis, não nas ruas, mas no comportamento de quem deveria garantir o deslocamento.

A pergunta que permanece é direta, até quando pessoas com deficiência precisarão justificar o próprio direito de embarcar?

Se você deseja acompanhar ou saber mais sobre o tema "Pessoa com Deficiência", basta acessar o perfil @jailtondelogo.

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