Jovem de 21 anos admite ter mutilado cavalo e diz viver com medo de sair de casa - VÍDEO
Por Jornal Rondônia,O caso de um cavalo mutilado em Bananal (SP) no último fim de semana gerou indignação em todo o Brasil e está sob investigação da Polícia Civil. O jovem Andrey G. N. de Queiroz, de 21 anos, confessou em entrevista ter decepado as patas do animal e afirmou que estava alcoolizado no momento da ação.
“Foi um ato de transtorno. Em um momento embriagado, transtornado, eu peguei e cortei por cortar. Foi um ato cruel”, declarou o suspeito à TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo.
Segundo testemunhas, o cavalo branco percorreu cerca de 14 quilômetros durante uma cavalgada e acabou exausto, deitando no chão e parando de respirar. Andrey sustenta que a mutilação teria ocorrido após a morte do animal, mas a polícia apura a possibilidade de que o ato cruel tenha sido cometido ainda enquanto o cavalo estava vivo.
A repercussão do crime mobilizou artistas e internautas. A cantora Ana Castela, entre outros famosos, usou as redes sociais para criticar a violência. O caso também provocou comoção entre defensores dos animais, que exigem punição rigorosa.
Durante a entrevista, o jovem pediu para não ser considerado “monstro”.“Muitas pessoas estão me julgando e falando que eu sou um monstro. Eu não sou um monstro. Sou nascido e criado no ramo de cavalo, mexo com boi, tenho o apelido de boiadeiro”, afirmou.
Apesar de tentar justificar, ele reconheceu a crueldade e disse sentir arrependimento. “Estou totalmente arrependido. Me sinto cada vez mais arrependido dessa crueldade que eu fiz.”
Com a divulgação das imagens nas redes sociais, Andrey afirma que vem sofrendo ameaças de morte e teme sair de casa. “Eu me sinto inseguro, muitas pessoas estão me ameaçando sem necessidade. Vai pagar uma morte com outra? Falam que vão mutilar meus braços e pernas. Como vou andar na rua? Fico inseguro e tenho que ficar dentro de casa”, desabafou.
De acordo com a legislação brasileira, mutilar, ferir ou maltratar animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos configura crime, com pena de três meses a um ano de detenção, além de multa.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Bananal, que aguarda a conclusão do inquérito para encaminhar ao Ministério Público.
Foto: Reprodução/TV Vanguarda

