Policial penal acusado de comandar pistoleiros em Ariquemes é transferido para presídio federal
Por Jornalrondoniavip,Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e presume-se sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.
Decisão ocorreu em razão de possível risco de fuga e interferência em investigações em curso que apuram outros crimes envolvendo o condenado, agentes públicos, empresários e políticos.
O ex-policial penal Leandro José da Silva, acusado liderar uma Organização Criminosa (OrCrim) especializada em assassinatos por encomenda na região do Vale do Jamari, foi transferido para presídio federal de segurança máxima. Leandro foi condenado a 28 anos de prisão por sub-contratar pistoleiros para matar o comprador de gado Cícero Quirino da Silva, popularmente conhecido como "Tito", saiba mais sobre este crime acessando os links abaixo.
Leandro está preso desde fevereiro de 2022 pela morte de Tito, desde então investigações apontaram outros assassinatos atribuídos a Leandro em parceria com outros agentes da segurança pública, ele é suspeito de participar de outros 4 (quatro) homicídios, consumados e tentados, sendo 2 (dois) no município de Buritis/RO e os outros 2 (dois) no município de Ariquemes/RO (1 consumado e 1 tentado).
Motivação da transferência de Leandro para presídio federal
Na última semana a Justiça Federal aceitou pedido de transferência do acusado para unidade prisional federal de segurança máxima, o juízo federal fundamentou a decisão dizendo:
"O Ministério Público de Rondônia (MPRO) solicitou urgência na adoção das medidas necessárias à efetivação da inclusão do preso no âmago do Sistema Penitenciário Federal, por suposto risco de evasão e interferência nas investigações.
De acordo com as informações lançadas pelo MPRO no pedido de inclusão, haveriam indícios de que LEANDRO lideraria organização criminosa formada por servidores públicos lotados nas forças de segurança (Policiais Militar, Civil e Penal) que atuariam na prática de delitos violentos (homicídios) e no repasse de informações privilegiadas sobre investigações policiais que permanecem em andamento.
Acrescenta o MPRO que LEANDRO seria suspeito de participar de outros 4 (quatro) homicídios, consumados e tentados, sendo 2 (dois) no município de Buritis/RO e os outros 2 (dois) no município de Ariquemes/RO (1 consumado e 1 tentado). As investigações em curso apontam para a participação de policiais penais e militares nos referidos crimes, que teriam atuado como executores ou no repasse de informações sobre a localização e monitoramento das vítimas.
Segundo a autoridade legitimada, informações de inteligência revelaram que LEANDRO, mesmo segregado (preso) preventivamente no Centro de Correição da Polícia Militar em Rondônia, continuaria a manter contatos (telefônicos ou via recados repassados por policiais) com comparsas e testemunhas. O preso, de acordo com testemunhas, seria temido no meio policial, sendo considerado influente em virtude do cargo outrora ocupado e do patrimônio angariado.
Ao cabo, esclarece o MPRO, com base em informações repassadas pela autoridade policial (coletadas), que o empresário FERNANDO VILAS BOAS seria o responsável por arcar com as despesas da defesa de LEANDRO, que por sua vez estaria na busca de transferência para unidade prisional com grau de segurança atenuado, a fim de possibilitar evasão (fuga) do Sistema Penitenciário de Rondônia.
Ante todo o exposto na fundamentação, por reputar preenchidos os requisitos formais (objetivos) e materiais (subjetivos) exigidos pelos diplomas legais que regulam a inclusão e a permanência no SPF, DEFIRO a INCLUSÃO EMERGENCIAL E TEMPORÁRIA de LEANDRO JOSÉ DA SILVA no âmbito do SPF (PFPV), nos termos dos arts. 3º e 5º, §6º,ambos da Lei n. 11.671/08 e no art. 3º, incisos I e IV,do Decreto 6.877/09."
Veja a íntegra da decisão que levou Leandro para presídio federal: https://www.jornalrondoniavip.com.br/noticia/policial/policial-penal-acusado-de-comandar-pistoleiros-em-ariquemes-e-transferido-para-presidio-federal/porto-velho